Batman & Robin

Batman & Robin

segunda-feira, 15 de março de 2010

Para poucos


Se eu estivesse por lá, nem assistiria ao GP do Bahrein. Estaria satisfeito em ver o Emerson dando um ralo no 72D. Sim, ele andou forte com o Lotus 72D do seu primeiro campeonato.


Só ia ter dó dos caras que iam me carregar desmaiado já que, de novo, estou beirando os 140 kg.


Foi a reunião de todos os campeãos mundiais vivos para comemorar os 60 anos da F1. Por motivos óbvios o Nersão não foi e o Kimi não foi por retardadice mesmo. Azar deles.


Deu gosto de ver as fotos e um pouquinho pela Globo. Viu D. Globo, como é legal transmitir a F1? Faço aqui uma sugestão: que tal um especial sobre o evento?

F1


Tirando a participação do Rei na transmissão, sobrou pouca coisa para falar bem da F1. A corrida, com todas as modificações deste ano, foi um porre de chatice. As ultrapassagens não existiram. Ouve alguma coisa na largada, mas na corrida não. Alonso passou o Massa na largada e passou o Vettel quando a RBR quebrou. Só. O resto foi o resto.


Eu não me considero um cara chato. Mas eu tenho que ser chato por imposição desta porcaria das novas regras. Não funciona. Continua o trenzinho em fila indiana. Não vai haver troca de posição no braço. Vai haver por deficiência do equipamento. Ferrou de novo.


A classificação é uma porcaria. Q1, Q2 e Q3 é coisa de nego tonto. Que adianta o cara andar rápido no treino? Supostamente isso seria obrigação na corrida. Agora o neguinho vira uma barbaridade no treino e na corrida fica babando e entupindo o dreno dentro do cockpit. O pior é que dá sono assistindo isso.


Solução? Simples: treino de uma hora, quatro jogos de pneu para cada tonto, o mais rápido leva.


E as novatas? Quero ver o Galvão explicar o SS acima dos 107% na Austrália. Palmas para a Lotus Tabajara, conseguiu terminar a prova quando o Alonso já estava dando entrevista.


O novo tema da vitória? É melhor usar quando o SS conseguir sair com o carro dos boxes. Ou será que vão tocar mesmo com o rapaz chegando em... em... em... lá atrás?

Pena de morte


É uma pena não existir a pena de morte no Brasil. Até rimou. Poderia ser também uma pena não assinar com uma pena a pena de morte. Legal. Mas no fundo é uma pena mesmo.


Depois eu vou falar do Alonsito e a F1. Mas agora eu quero falar da corrida na Band. Falo corrida da Band porque nem eu sei direito quem opera aquele troço. Falo troço porque aquilo não é corrida. Onde já se viu consertar a "pista" na madrugada da corrida? Onde foram parar as obturações perdidas pelos pilotos? Que evento, no planeta, pode ter mais desinformação da TV? Como o dono da TV pode errar uma frase tão simples como "Gentleman, start your engines"? Como aquela imbecil conseguiu destruir o hino nacional mais do que a Vanusa? Como fizeram uma pista idiota em uma cidade que possui Interlagos? Como pode uma corrida, por mais tosca que seja, ainda ser narrada pelo simpático Do Valle?


Tem mais um monte de perguntas... paredão de fuzilamento neles...

quinta-feira, 11 de março de 2010

SS


Não é vagabundice mas eu vou me referir a Senna Sobrinho como simplesmente SS. Não confundam com Silvio Santos.


Pois bem, o SS nem estreou ainda e já estou com aquela sensação de que o rapaz vai herdar toda a babação de ovo do falecido tio. Sinceramente, considero o morto um excelente piloto. Eficaz quando teve equipamento. Chorão quando não tinha. Mas a palavra que mais ilustra o cara, para mim, é competente. Ponto. Eu não gostava e não gosto, da insanidade que a globo criou em volta do cara. Uma idolatria manipulada, marqueteira, oportunista... que o nosso primeiro locutor impetrou na cabeça da maioria do povo. Nesse ponto, volto a dizer que, a maioria das pessoas que não gostam do Senna, como eu, podem creditar sua repulsa ao piloto a Galvão Bueno.


E está começando de novo. Li agora há pouco que o mané que fez aquele tema da vitória já está "compondo" um novo tema para o SS. Não é implicância. É a simples constatação de que vem mais um piloto marqueteiro por aí. Piloto não precisa de jingle, piloto precisa de equipamento e talento.Quer um tema inesquecível para assiatir corridas? A música do filme Grand Prix é o estado da arte para esse tipo de assunto. Bom, voltemos ao SS. Galvão, pelo amor de Deus, não vá rechear a transmissão da corrida com xiliques e tietagem ao moleque. Deixa o SS trilhar seu caminho sozinho na F1. Voce já se ferrou com o Poverello. O Massa parece que acordou. O Di Grassi ainda é pobre.


Então, deixa o SS sossegado.


Aí, quem sabe, as pessoas começam a gostar de voce também.

Mãe Dinah


Olha, eu juro que eu não estou pegando no pé do Poverello, mas o cara é demais de tonto. Eu acompanho vários sites sobre velocidade e a quantidade de besteira que esse rapaz fala é enorme. Digo besteira porque o cara não anda, se rasteja atrás de dinheiro. Digo besteira porque o cara não ganhou nada, fica azarando quem ganha. E digo besteira sobre as "previsões" do moço. Nem a caquética da Mãe Dinah é capaz de falar tanta retardadice. "...a temporada de 2010 será muito competitiva..." Essa é para ganhar o Oscar."...as equipes novatas vão ter um pouco de dificuldade..." O cara é um mago!!! "...pretendo me adaptar ao Williams rapidamente..." Não lindo, deixa para o ano que vem...

Enfim, se falar o óbvio é ser correto, desprendido, legal com a imprensa, troféu laranja, eu prefiro mil vezes o Piquet. Mandava tudo à merda(com o perdão da expressão) e pouco vagueava sobre o futuro.

Aliás, repararam que o Poverello fala como se tivesse 1538 títulos na F1? O cara é mala...

quarta-feira, 10 de março de 2010

Bolão


Dia 14, no Bahrein, Senna Sobrinho vai:


a) Passear no shopping e trazer um presentinho para sua mamãe.

b) Ficar no box sentado no carro que não quer ligar.

c) Telefonar para o Tio Bernie e pedir uma mãozinha.

d) Fazer um pré datado ao dono da equipe para poder andar.

e) Acertar de última hora um patrocínio relâmpago com a Globo.

f) Correr na Stock como segundo piloto do Cacá.


Olha, a lista vai até o ítem z...

Os Bancos...


Aqui em Jaú existem três hospitais. Um é dedicado exclusivamente ao câncer, outro é municipal e outro uma santa casa que cuida do geral. O único ponto em comum entre eles é a luta para a captação de recursos. Digo luta por que é literalmente uma luta conseguir dinheiro em qualquer órgão governamental e principalmente privado para os hospitais.

Agora, já repararam como é fácil banco estatal ou privado patrocinar qualquer atleta, principalmente piloto de corrida? Como pode? Será a maior exposição na mídia? Será uma fórmula mágica que essas pessoas têm e não sabemos? Só para lembrar: cadê o Banco Nacional? Banco do Paraná? Ligados a pilotos da F1 e Indy respectivamente?

Não precisa explicar, eu só queria entender como essa gente consegue tanto dinheiro assim tão fácil... por vezes é até oferecido.

Hospital é que nem guarda-chuva. Só lembramos dele quando chove.

TZ 750




Nos anos 70 a Yamaha dominava as corridas de 250 cc e 350 cc. Começou também a ganhar nas 500 cc com os dois pilotos da foto, Agostini e Roberts, e partiram para o projeto da moto mais violenta já fabricada em termos de potência e desempenho, a TZ 750.


Quem já ouviu um Ferrari F1 andando sabe que a coisa mais marcante é o ronco do motor. E nem se pode dizer ronco pois os mais fanáticos dizem que o motor Ferrari canta. Essa canção só tem um rival: o motor da TZ. Quatro cilindros em linha, dois tempos, dois virabrequins, quatro carburadores e escapamento dimensionado 4 em 4.


Pelo que contam, ouvir a TZ em Daytona com Agostini e Roberts em 1974, era pura magia. O som das marchas subindo e a redução nas chicanes deixavam todos de cabelo em pé. Estou procurando com um amigo um video on board na moto de Roberts desta corrida. Se conseguir, coloco aqui.

terça-feira, 9 de março de 2010

Projeto Tóquio


Ontem, com a vitória sobre o todo poderoso Sertãozinho, a Diretoria alvi-verde anunciou o Projeto Tóquio. Logo após a conquista, em meio a muitas lágrimas e gritos de "agora vai!", ainda no vestiário da Arena Barueri, o Presidente fez um discurso comovente. Ao lado do novo Oswaldo Brandão, Beluzzo convocou a torcida para a caminhada rumo ao país do sol nascente.

Carregado nos ombros dos atletas, foi ovacionado até a chegada a São Paulo. Alguns poucos torcedores estavam em êxtase total e gritavam em côro "dá-lhe, dá-lhe porco!!!". O herói da partida, Claiton Xavier, não conseguia falar de tão emocionado. "...foi duro. A equipe do Sertãozinho correu muito, abrilhantou nossa vitória..."

Já estou me organizando para comprar a passagem para Tóquio 2011.

Quero fazer aqui uma homenagem ao time de Sertãozinho. Todo time está de parabéns. Mas a vitória foi nossa! É isso aí! Chupa Sertãozinho!!!


Daí eu acordei e vi os gols no Jornal da Globo...


Sonho besta...

segunda-feira, 8 de março de 2010

Lebister de Itú


Olha que fotinho fofa. Os caras brincam com cada coisa... Vira e mexe aparece um liga desses meio mordido na praia. Que nem aquele mané australiano que morreu outro dia com um espinho de arraia no peito. Nem sabia que esse bicho tinha isso.

Aí ficam esses sufistas de araque dizendo que tubarão é bicho ruim. Eu iria concordar quando visse um em frente a choperia que eu frequento, mordendo neguinho na calçada. Aí sim seria um bicho da muléstia que nem fala um amigo da Paraíba.

Ou, agora querer matar a orca que deu perda total na mocinha tratadora. Ou espancar aquele leão faminto que comeu um muleque no Ceará.

Nada mais legal que bicho. Na dele.

Aprendendo a postar videos...

O blog vai ficar um pouco melhor de agora em diante. Estou aprendendo a postar videos. E o primeiro da lista é um video on board no Lotus de Jim Clark. Achei outro dia no You Tube. Vale a pena ver: as malditas árvores perto da pista(cinco anos depois deste video, uma delas matou Clark na Alemanha), nenhuma área de escape, roupinha de missa, luvinha de pelica, capacete de metal e a sapatilha surrada. Como se não bastasse isso, vejam o punta taco em cada freada e a suspensão dianteira torcendo que nem bambú. Pura arte. O som do motor está presente porém muito baixo. Também o locutor cobre um pouco esse som e não para de falar.
Mas o que vale é ver o cara correndo. O traçado, o total controle, o romantismo e a figura de Chapman nos boxes que, além de chefiar a equipe, torcia como nunca para poder arremessar a boina na chegada.
Eu nasci na época errada. Tenho plena certeza disto.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Nova equipe para 2011


Não queria contar antes, mas sabem como é, aqui vai em primeira mão: tem equipe nova no pedaço ano que vem: A Almeida Racing.

O carro foi desenvolvido totalmente com o Paint do Windows 95 e as oficinas do Senai. O projeto leva o nome do Professor Almeida já que a classe de quase 40 alunos votou por unanimidade na escolha do nome. O chassis é revestido com cera de carnaúba e leva também um pouco de casca de coco para dar um reforço. A asa dianteira é de balsa e a traseira de compensado 4mm para não empenar na reta. O motor foi trabalhado com peças cedidas gentilmente pela Sucata do Jumbão e o acerto final ficou com o conhecido mecânico de motos Torrão. O patrocínio será integral dos Calçados Mulher Veneno já que o dono é genro do Almeida e tem um cartão do BNDES. Os pneus serão ressolados com um novo processo a frio e restos de garrafa pet. A parte aerodinâmica foi o processo mais difícil pois o Paint dava pau toda hora. Câmbio e amortecedores serão fornecidos e cedidos em comodato pelo Supermercado Ferreira pois o filho do dono, o Máico, corria de gaiola até outro dia.

A pintura foi o único ponto de discórdia pois o piloto Jenílson é crente e a turma tinha escolhido uma foto de Iemanjá para o bico do carro. Acertaram a parada em um churrasco na edícula da equipe, no Jardim Belém, e o segundo piloto, Washington, também não fez questão da imagem, pois era iansã quando criança. Os treinos foram feitos no loteamento recém asfaltado perto da edícula e os tempos de volta ficaram próximos aos do Kréber, que tem uma CG que anda que nem o capeta. Pena que foram poucos os dias de treino. O chequinho pré-datado dado no posto do Jão voltou alínea 12 e o Almeida ficou puto com o cara que redepositou sem falar com ele.

Mas a turma, quero dizer equipe, estará pronta e tinindo na estréia. Falta a tia Marta acertar a parcela da viagem, mas o cara do ônibus falou que leva do mesmo jeito porque ele gosta de corridas e tem um filho chamado Uéliton Senna de Camargo.


Dessa vez vai!!!

Bola quadrada


Ê Verdão... E pensar que já falaram na Academia que o Antonio Carlos é o novo Oswaldo Brandão... E pensar que venderam de graça o Cavalieri e agora o Marcos vai sair de fininho... E pensar que a badalação dos craques Diego e Clayton já está acabando... E pensar que os salários milionários entram em campo... E pensar que se pode fazer omelete sem ovos... E pensar que os torcedores podem esperar... E pensar que gente séria está no comando do time... E pensar que os jogadores pensam que podem reverter a situação na hora que quiserem... E pensar que aquilo que entra em campo é chamado de time... E pensar que existe uma fórmula mágica onde um mameluco se transforme em jogador... E pensar que existe um departamento dentro do clube que sonha em vender esses jogadores a apurar algum lucro ainda... E pensar que, de pensar, morreu um burro.


Que tal emprestar a bola quadrada do Quico?

quarta-feira, 3 de março de 2010

The Gari Killer


O Boris deu um fatality nos garis da Paraíba. Acabou saindo ileso da vassourada que os caras queriam dar nele. Para quem não sabe, Boris, The Gari Killer, acabou com a moral de dois garis em pleno ar no Jornal da Band ano passado. E a Justiça acabou por dizer que tudo ficou meio mozarella, meio aliche, com borda recheada de impunidade. Resta saber se a comunidade dos garis vai querer dar uma ripa no véio, tipo uma hora que ele bobear, já que gari existe em qualquer lugar onde tenha uma rua.

Pelo menos uma baixariazinha tinha que rolar, e pegar justo no calcanhar do cara, dizendo que ele não chega nem nos pés da Velha Surda da Praça. Ou partir para a apelação, dizendo que o cara é a cara da sogra do Dino.

Isto é uma vergonha!!!

Faz um 21...


Será que eu entendi direito? Dia 14 começa o mundial de F1. E o Senna Sobrinho vai se reunir domingo, dia 7, para acertar de vez com a equipe? E o carro? Dizem que amanhã, dia 4, será apresentado em Murcia. E a pré temporada? E os testes? Quando esse cara vai andar? Vai estrear largando? Estou tentando fazer vinte e uma perguntas e acho que serão mais de cem... Nem o site da equipe está no ar ainda. Aparece o logo da natimorta Campos-Meta.

O duro vai ser aguentar o Galvão apupando o super sobrinho... já está dando nojo antes. Se ele puxar o saco do sobrinho um milhão de vezes menos que do finado tio, ainda assim vai ser dose. Vai falar que o cara não precisa de nada, e que se der fiasco, foi culpa da equipe, que os pneus e coisa e tal, que o circuito não estava preparado, que o Balestre, do além, está prejudicando o moleque... que a F1 mudou, e que o cara é super bom, etc, etc, etc...

Tomara, mas tomara mesmo que eu esteja enganado.

Maravilhas da Internet - Parte 587469


Todo mundo sabe que a Internet é a porta para vários mundos. E na Internet podemos encontrar sites que podem deixar a gente louco. Começando pelos colecionadores de carros de corrida, o que, por si só já é de deixar o queixo caído, achei esses dias um site porreta.

Eu gosto, mas muito, de auto-rama. Tenho uma modesta coleção de auto-ramas Estrela. É a marca que se consolidou nos anos 60 como produtora deste brinquedo e logo suplantou a ATMA. Portanto toda minha coleção é baseada nos Estrela e até o último dos Fittipaldi.

O site que eu achei é este: http://www.mrconey.com/

Não dá para acreditar o que o cara tem para vender e leiloar. Mês passado um carro H.O. da Aurora chegou a quase 20.000 dólares. Tem de tudo, todas as escalas, todas as marcas do mundo, inclusive Estrela. Dá para ficar puto. Na foto um caminhão Aurora da série Vibrators, pela bagatela de 11.000 dólares. Tem louco para tudo.

Como diria um amigo, dá raiva ser pobre...

Trote de calouros


Volta à tona um problema corriqueiro: os trotes violentos nas faculdades. Abominável a conduta dos veteranos, não o trote. O trote pode ser sadio, pode ser cômico e pode ser benemérito. Nada mais inofensivo que um trote bem bolado. O meu, por exemplo, foi ter aula com um professor durante uma semana, que já havia morrido há um tempão.

Como tudo hoje em dia, os veteranos estão cada vez mais selvagens e idiotas. Solução? Criar um ranking de escolas onde o trote é civilizado. Vai doer no bolso das escolas particulares quando os calouros não se interssarem mais por estudar lá. Fácil. É só fazer.

Que tal se instituir um trote padrão? Vinte cestas básicas, dez, cinco, sei lá... para uma instituição da cidade onde o calouro escolher. É sadio, politicamente correto e sem violência.

Não vamos ficar discutindo isso por mais vinte anos. Há solução. Inclusive dos pais orientando e cobrando os educadores e instituições de ensino.

Os Anos Ovais


C.A.R.T., esse era o nome da "operadora" na época que eu começei a assistir as corridas do Tio Sam. Era uma época de vacas magras para os brasileiros que lá andavam. Emerson estreou em uma equipe de final de grid que tinha um patrocinador com a cor predominante rosa. Era de doer a vista, carro e macacão rosa. Não me recordo bem, mas acho que também por lá ele foi o pioneiro. Depois da aposentadoria da F1, foi buscar prestígio na américa do norte. Conseguiu. aliás, o que o Emerson não consegue? Foi rei novamente. Trouxe a nós um novo tipo de corrida, uma corrida "chata", "monótona", a primeira vista. Descobrimos a bandeira amarela, as 500 milhas, os astros americanos e o Emerson. Sim, descobrimos novamente o maior de todos. Empreendedor, pioneiro, carismático, incansável e veloz. Título em 89 e duas 500 milhas de Indianápolis. Quase desnecessário dizer que enquanto houve essa época de ouro da F-Indy o Rato foi o ponto alto das transmissões. Na época a rede global não transmitia o evento e o título do Emerson quase passou batido na emissora carioca. Imperdoável. Mas tudo bem. O ponto é que tudo o que se fala hoje de Indy, Cart, F1, A1GP, Masters, IRL, e o que mais for, deve-se ao Rato.

E não se fala mais nisso.

terça-feira, 2 de março de 2010

RD do Miguel

Esta RD é do Miguel. Ela está minuciosamente descrita no passo a passo do site Motos Clássicas 70. É preciso acessar para crer o que foi feito nesta moto. O Miguel a fez renascer de um jeito que, creio eu, nem o mais fanático louco faria. Eu, por exemplo, nem tenho a capacidade para isso.
Voltemos à moto. Eu a vi de perto várias vezes e cheguei a dar uma voltinha nela. Pronto, já bastou para ficar com aquele sentimento horroroso de inveja. Inveja sadia, claro. Mas o que chama a atenção foi o cuidado com os detalhes, a beleza da restauração, o esforço insano para conseguir as peças, enfim, um trabalho de gênio.

Vou dar um aviso aqui. Miguel, se sua moto sumir, vai lá em casa que ela estará por lá. Ou torce para eu não acertar a Mega...

Zoroastro Avon


Sempre, mas sempre, fui ligado a nomes de pessoas. E existem nomes que são impossíveis de se esquecer. Este é um deles. Outra coisa, já repararam que piloto que se preza tem nome exótico? Ou que, pelo menos soa bem? Então, vou contar um pouco sobre o Zoroastro, piloto que descobri no fantástico site Bandeira Quadriculada.
Zoroastro nasceu em 3 de dezembro de 1928 em São João Batista, interior de SP. Faleceu em 2006 em Curitiba. Era piloto de testes da Simca e corredor dos bons. Aqui eu vou transcrever um trecho da revista Quatro Rodas de 1961:"... ele passou em frente aos boxes emparelhado com um JK... nas retas o JK sempre tirava uns 100m de vantagem que o Avon ia recuperar entrando pendurado nas curvas. Assim foram, o Simca na cauda do JK, até a curva do Sol. Foi então que o Avon deu tudo o que podia, entrou por fora e alinhou os "focinhos"... os carros derrapavam e largavam borracha na pista. O gesto de Avon foi mais impulsivo, acelerou tudo, ultrapassou para chegar na curva seguinte, a do Sargento a 145 Km/h, olhando o JK pelo retrovisor. Entrou e saiu da curva de tal jeito que o piloto do JK desistiu do pega..."
Só por aí já basta para ilustrar o que eram as corridas de verdade. Nada de ajuda eletrônica, nada de equipamento especial, nada de nada, além do braço e do talento.